História

A primeira capelinha foi mandada construir pelo Pe. João Becker, aos 24 de Junho de 1927. Em 09 de Junho de 1939, foi confiada à Província de São Pedro dos Padres Carlistas, na pessoa do Pe Rinaldo Zanzotti, tendo a missão de atender ao migrante.
À partir do dia 23 de Março de 2014, está sob a direção do Pe. Antonio Bortolamai e Pe Hermes Pergher, contando com o auxilio dos Padres do Seminário. A Paróquia conta com muitos leigos, engajados e divididos em 23 pastorais e movimentos, que atendem as pessoas da comunidade em diversos trabalhos e atividades.
Integram a Paróquia as Comunidades: Cond. Cristal, Cristo Operário (Monte Cristo), Nossa Senhora das Graças, (Campo Novo), Nossa Senhora do Horto, ( Kanasawa), Santa Edwiges,(JD Vila Nova), São Francisco de Assis, (Cohab), São João Calábria, João Batista Scalabrini,(Morro Quente) e Hosp. Vila Nova.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Vocação de Catequista

    “Se falta a memória de Deus, tudo se nivela pelo eu, pelo meu bem-estar. 
     A vida, o mundo, os outros perdem consistência, já não contam para nada,
 tudo se reduz a uma única dimensão: o ter.
 Se perdemos a memória de Deus, também nós mesmos perdemos consistência, 
também nós nos esvaziamos, perdemos o nosso rosto, como o rico do Evangelho! 
Quem corre atrás do nada, torna-se ele próprio nulidade – diz outro grande profeta, Jeremias. Estamos feitos à imagem e semelhança de Deus, não das coisas, nem dos ídolos!

          E lançando o olhar à extensa Praça de São Pedro, repleta de catequistas (entre os outros fiéis) o Papa perguntou-se:


Quem é o catequista”?
 É aquele que guarda a alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo  e sabe despertá-lo nos outros. 
É belo isto!

      É belo isto, prosseguiu o Papa, referindo-se a Nossa Senhora que, depois de ter recebido o anuncio do Anjo de que ia ser a mãe de Jesus, soube, de forma humilde e cheia de fé, fazer memória de Deus.
      A fé contém a memória de Deus, da história de Deus connosco, do Deus que toma a iniciativa de salvar o homem - continuou o Papa, afirmando que “o catequista é precisamente um cristão que põe esta memória ao serviço do anuncio: não para dar nas vistas, nem para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade. Falar e transmitir tudo o que Deus revelou, isto é a Doutrina, isto é a doutrina na sua totalidade, sem cortar, nem acrescentar”

     Uma tarefa não fácil, a de guardar memória de Deus e despertá-lo na no coração dos outros, pois que isto compromete a vida toda –continuou o Papa, recordando que o próprio Catecismo não é senão memória de Deus, memória da sua acção na História, presença de Cristo na sua Palavra… e aqui o Papa dirigiu-se directamente aos catequistas:

     “Amados catequistas pergunto-vos: Somos memória de Deus? Procedemos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que inflama o coração (…)? Que estrada seguir para não sermos pessoas “que vivem comodamente”, que põem a sua segurança em si mesmos e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus?

      Como resposta o Papa sugeriu as indicações dadas por São Paulo na sua carta a Timóteo e que podem caracterizar também o caminho do catequista, isto é: procurar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. E rematou:

     “O catequista é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é “hypomoné”, pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia

 2013-09-29 Rádio Vaticana